Revolução esquecida

 

Francisco Martins Rodrigues
Política Operária  n.º 4, Mar-Abril 1986

“ENVER HOXHA — bandeira de luta pela liberdade e pelo socialismo”(Conferência Nacional, 15-16 de Outubro de 1985). Tirana, 1985, 191 páginas (edição em espanhol).

A FIGURA de Enver Hoxha é uma das mais ricas da geração de chefes revolucionários produzidos pela Internacional Comunista e pelos combates da II Guerra Mundial. Não como ideólogo mas como político, comandante militar e organizador da revolução albanesa.

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Já não há portugueses honrados

 

Francisco Martins Rodrigues
Política Operária n.º 4, Mar-Abril 1986

 Com a malograda campanha pela eleição dum presidente eanista, o PCP comemorou da pior forma meio século de luta pela unidade democrática. O mais duro para os adeptos de Cunhal não foi ter de engolir o voto em Soares mas ter visto desabar em semanas toda a estratégia de colagem ao eanismo. Mais um projecto unitário do partido a acabar em desilusão.

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Reformismo, Doença Infantil do Fascismo

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João Vilela

 O desaparecimento das teses do VI Congresso da Internacional Comunista significou uma perda histórica para o movimento revolucionário aos mais variados títulos. Não seria possível elencar todos os aspectos em que tal perda se repercutiu. Um que é particularmente relevante é o da linha recta entre o pensamento reformismo e o fascismo.

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MONCHO REBOIRAS Referente da Galiza rebelde e combativa

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Agora Galiza

 

Coincidindo com 41 aniversário da morte em combate de José Ramom Reboiras Noia conseramos necessário atualizar o imaginário do revolucionário galego.

Moncho foi um militante comunista e independentista integral. Reduzir a sua figura a simples dinamizador do associacionismo cultural e promotor dos germes do sindicalismo galego tem sido um engano constante do reformismo.

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Alertas vermelhos: Sinais de implosão na economia global – O capitalismo global à deriva

Jorge Beinstein

Em fins de Maio, durante a reunião do G7, Shinzo Abe, primeiro-ministro do Japão, anunciou a proximidade de uma grande crise global [1] . O comentário mais divulgado pelos meios de comunicação foi que era um alarmismo exagerado, reflexo da situação difícil da economia japonesa. De qualquer modo, não faltam os que admitem a existência de perigos mas em geral atribuem-nos aos desequilíbrios financeiros da China, à recessão no Brasil ou às turbulências europeias. A situação nos Estados Unidos costuma merecer comentários prudentes, distantes de qualquer alarmismo. Apesar de o centro motor da última grande crise global (ano 2008) ter sido a explosão da bolha imobiliária estado-unidense, agora os peritos não percebem ali bolhas em plena expansão a ponto de estourar e sim tudo ao contrário: actividades financeiras, industriais e comerciais estagnadas, crescimentos anémicos e outros sinais aparentemente tranquilizantes que afastam a imagem de algum tipo de euforia descontrolada.

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