Duas tendências

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Carlos Marques
 

 Este texto é mais um desabafo que corre o risco de se tornar repetitivo. Agora foi a vez do signalfire. O signalfire era o blogue por excelência onde recebíamos as notícias do panorama revolucionário. O editor afirma que o maoísmo é hoje uma teologia, politicamente irrelevante no primeiro-mundo, e que foi uma reacção conservadora perante a falência do estado socialista. É verdade.

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Esquerda independentista e socialista galega homenageou Moncho Reboiras

Agora Galiza

 Moncho Reboiras foi homenageado em Imo, no cemitério de Sam Joám de Lainho, po Agora Galiza no 41 aniversário do seu assassinato pola polícia espanhola em Ferrol.

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O nosso programa

 

Francisco Martins Rodrigues
Política Operária n.º 5, Set-Out 1986

 NÃO FOI FÁCIL este primeiro ano de publicação de Política Operária. Demos só os primeiros passos tacteantes de uma caminhada que exige muito mais de nós. O nosso propósito — procurar os contornos de uma política operária comunista, demonstrar a actualidade da revolução proletária, repensar, criticar e pôr em questão toda a herança que recebemos no último meio século — está só aflorado. Pouco mais fizemos do que demarcar as fronteiras que nos separam das outras correntes de denominação marxista. Os grandes temas do marxismo actual continuam à nossa espera.

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Lágrimas de crocodilo

Mário Fontes[i]
Política Operária  n.º 6, Set-Out 1986

VERDADEIRA ONDA de choque nacional causaram os fuzilamentos de oposicionistas na Guiné-Bissau em Junho. A Assembleia da República aprovou por unanimidade um voto de “profundo pesar”. O presidente da República, indignado, recusou-se a receber um emissário de Nino Vieira. O governo reprovou. Ramalho Eanes declarou a sua “repugnância” A CGTP condenou. A Fundação Gulbenkian cortou o auxílio humanitário. O que só prova que somos um país de bons sentimentos.

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Bananas­

 

Francisco Martins Rodrigues
Política Operária  n.º 6, Set-Out 1986

FICA BEM a um chefe de governo em visita aos EUA reunir-se com o chefe da CIA? Deveesse chefe de governo permitir que, durante um encontro com a imprensa, o embaixador norte-americano lhe dê conselhos em voz alta sobre o que deve dizer?

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“O rádio está avariado”

 

Entrevista de São José Almeida a FMR, 18/4/2004, jornal Público

 Francisco Martins Rodrigues voltou à Fortaleza de Peniche, agora museu, para recordar a sua passagem por aquele espaço de horror como preso político da PIDE. Uma primeira vez como militante do PCP. Depois como dirigente da FAP.

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De Encontro à Rapina dos Falsos Partidos

Rodrigues

A inexistência de um partido de esquerda, um único que seja, em Portugal, é uma notícia alarmante, mas uma notícia que deve ser encarada de frente. O absoluto desarmamento da classe operária e das massas assalariadas do povo trabalhador constitui um facto duro. Usa-se, recorrentemente, a expressão «verdades como punhos» para falar dos factos que se nos impõem com dureza. Este é um punho que nos esmurra, em cheio, no meio da cara. A decisão entre ficarmos atordoados com a violência do golpe ou reagirmos contra-atacando com igual firmeza ditará se soçobramos ou sobrevivemos.

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Lágrimas e suspiros

 

Francisco Martins Rodrigues
Política Operária n.º 5, Maio-Junho 1986

Voz do Trabalho, nº 423-424, Março/Maio 1986. Órgão da Liga Operária Católica. Crianças dos 11 aos 14 anos estão a tomar o lugar das mães em muitas fábricas e oficinas de confecções do distrito de Braga. Recebem seis contos por mês, às vezes cinco, nalguns casos apenas 2 500$00. Trabalham sem contrato, não têm Previdência, são obrigadas a fazer horas extras não pagas, não podem ir à casa de banho durante as horas de serviço…

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Salada russa

 

Francisco Martins Rodrigues
Política Operária n.º 5, Maio-Junho 1986

O comunismo num mundo em mudança, Boris Ponomariov. Edições “Avante”, 1985. Preço: 500$. ESTAMOS perante a mais recente edição de enlatados de “marxismo-leninismo” pro duzidos em Moscovo para consumo internacional.

Laboriosamente preparado por uma equipa de especialistas, O texto a que B. Ponomariov deu assinatura tenta demonstrar convicções revolucionárias, rigor científico, audácia de ideias. Em vão. Os protestos de amor pela humanidade trabalhadora tresandam a paternalismo demagógico, o ranço dogmático anula a cada passo a atitude postiça de desenvoltura polémica. Os argumentos são coxos, as contradições flagrantes.

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