Francisco Martins Rodrigues
Política Operária n.º 14, Mar-Abr, 1998
Uma organização operária em decadência, afogada pelo reformismo – é esta a origem dos conflitos que têm vindo a público.
A organização do PCP em Almada tem estado em foco na imprensa e a presença de Álvaro Cunhal na 5ª Assembleia Concelhia, que teve lugar em 13 de Março, ainda mais veio avivar as especulações sobre a crise que estaria em marcha.
Francisco Martins Rodrigues
Canal Memória, entrevista a António Louçã. Gravado em 5 Junho 2007
Nos anos 50 começa a sentir-se a projecção da revolução na China, ganham mais ímpeto os movimentos nacionalistas, Bandung, não alinhados. Ao mesmo tempo que declina a imagem da União Soviética como baluarte do socialismo e do anti-imperialismo: 20º congresso, coexistência, passagem pacífica ao socialismo…
A obra de Francisco Martins Rodrigues passa a contar com página própria no Marxists Internet Archive.
Carlos Morais
Quarta-feira, 29 Junho 2016
Primeira Linha
Na década de setenta diversas empresas publicitavam apreender inglês dormindo. A pessoa só tinha que deixar funcionando a fita cassete durante toda a noite ao longo de várias semanas para acabar falando corretamente este idioma. Ainda hoje na rede se podem achar diversas ofertas com este “método”.
Francisco Martins Rodrigues
Política Operária n.º 15, Mai-Jun 1998
Passaram despercebidas entre nós as recomendações para uma nova estratégia americana nos anos 90, divulgadas em Janeiro por uma comissão de alto nível, por encargo do Departamento de Estado e do Conselho Nacional de Segurança dos EUA. No momento em que as atenções se voltam esperançosas para as negociações Reagan-Gorbatchov em Moscovo, seria bom tomarmos em conta o recado contido no relatório produzido pela comissão.
Francisco Martins Rodrigues
Política Operária n.º 15, Mai-Jun 1998
No fim da guerra mundial, era difícil encontrar na Alemanha quem reconhecesse sem relutância a bestialidade do genocídio nazi. Uns porque se tinham “limitado a cumprir ordens”, outros porque “não sabiam”, outros ainda porque teimavam em duvidar – todos se refugiavam em desculpas para não assumir a sua parte na responsabilidade colectiva pela montagem da máquina de extermínio.
Francisco Martins Rodrigues
Política Operária n.º 4, Mar-Abril 1986
EU NÃO ESTIVE no Rossio a festejar a vitória democrática de Mário Soares. Sou talvez pessimista mas achei alguma coisa de fúnebre em toda aquela alegria popular. Afinal, o povo foi regozijar-se por ter conseguido pôr na presidência o político que mais bofetadas lhe deu na última década.
Francisco Martins Rodrigues
Política Operária n.º 3, Jan-Fev 1986
HÁ PRECISAMENTE dez anos, 160 delegados, jovens na sua maioria, proclamavam numa sala de Lisboa a fundação do PC(R). Apesar do 25 de Novembro, o entusiasmo era grande. Palpitava ainda o ímpeto dos grandes movimentos populares dos meses anteriores. Declarando-se orgulhosamente herdeiro das “tradições revolucionárias do velho PCP de Bento, Alex, Militão e Gregório”, o PC(R) propunha-se ganhar a direcção do movimento operário, criar em torno da UDP uma grande frente popular e avançar para a revolução.
Francisco Martins Rodrigues
Política Operária n.º 10, Maio-Junho 1987
CAUSOU SURPRESA o apelo “para uma ampla convergência democrática capaz de abrir uma saída política à situação na Colômbia”, lançado a 4 de Abril num comunicado conjunto das Forças Armadas Revolucionarias Colombianas (FARC) do Exército Popular de Libertação (EPL) e do Partido Comunista da Colômbia (marxista-leninista).
Com efeito, a ruptura entre as FARC, de orientação revisionista, e os restantes grupos guerrilheiros parecia definitiva depois dos acontecimentos do ano passado.